A situação na Guiné-Bissau continua a dar manchetes na imprensa. A Guiné-Bissau suspendeu a sua participação em «todas as atividades da CPLP». A decisão foi comunicada numa carta endereçada ao secretariado da CPLP.
A organização dos Estados lusófonos já tinha admitido suspender o país, que tinha a presidência rotativa, até que a normalidade democrática fosse restituída em Bissau. O ministro dos Negócios Estrangeiros daquele país diz que o mesmo está a ser excluído das decisões. Estas declarações vem depois da Cimeira Portugal-Moçambique, que aconteceu no Porto, e onde os governos de Lisboa e de Maputo condenaram o golpe de Estado dado pelos militares. Portugal vê «situação muito delicada» na Guiné-Bissau e quer CPLP a salvaguardar funcionamento regular dos países. Os guineenses continuam a pedir que se revele os resultados das eleições.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) vai enviar uma força de manutenção da paz para garantir a proteção tanto dos líderes da oposição como das instituições democráticas daquele país. A CEDEAO vai impor sanções a quem quiser interferir com o processo de transição no país. O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, responsável pela transição, garante que ninguém teme as sanções da CEDEAO.
O homem próximo do antigo presidente da República, Umaro Sissoco Embalo, detido em Lisboa por suspeita de contrabando e branqueamento de capitais, apanhado com uma mala com cinco milhões de euros, foi libertado sem ir a tribunal. Este homem foi preso quando chegou num jato privado onde também seguia a mulher do antigo presidente. É levantada a possibilidade de Umaro Sissoco Embalo pedir asilo a Portugal.

