Guiné-Bissau mudou a sua Constituição e vários líderes da CPLP pedem a reposição urgente da ordem democrática

De Portugal a Timor-Leste, coro de líderes pede a libertação dos presos políticos detidos depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau

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Bandera de Guinea-Bissau ondeando con personas en primer plano
La imagen muestra la bandera de Guinea-Bissau en un ambiente donde se discute la situación política del país. Recientemente, varios líderes han pedido la restauración de la democracia tras cambios constitucionales controvertidos. La imagen refleja la tensión y el deseo de cambio en la nación.

A situação política na Guiné-Bissau continua a marcar os noticiários. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, lamentou que ainda existam presos políticos na Guiné-Bissau e a nova Constituição feita. O responsável pela diplomacia portuguesa considera-a «bastante grave». O presidente da Guiné-Bissau passa, com a nova Constituição, a ser o «chefe único». Esta Constituição foi aprovada pelos militares atualmente no poder. Segundo os especialistas, esta mudança é juridicamente invalida. Esta mudança já tinha sido tentada por Sissoco Embalo.

Um movimento de cidadãos da Guiné-Bissau pede ao governo de Portugal que implemente sanções contra os autores do golpe de Estado que depôs do poder Umaro Sissoco Embalo. O movimento guineense acusa o Estado português de agir com «opacidade grave» e de forma «politicamente injustificável».

O antigo presidente foi deposto a 25 de Novembro de 2025. O presidente de transição da Guiné-Bissau pede uma maior união de todos os membros do país para que seja possível cumprir o ideal que Amilcar Cabral procurou conseguir com a independência do país. Este pedido foi feito durante o feriado nacional do Dia dos Heróis Nacionais, em homenagem ao líder histórico da luta pela libertação.

O governo de Cabo Verde, através do seu chefe de Estado, também pede mais diálogo e a libertação de todos os presos políticos. A ONU também se junta a este pedido. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste pede uma reposição urgente da ordem constitucional.