Espanha e Portugal apresentaram a sua candidatura conjunta para receberem uma gigafábrica de inteligência artificial. Isto numa altura em que se fala cada vez mais de IA e o ChatGPT faz parte dos quotidianos de muitos.
Dois em cada três portugueses já utilizam com frequência ferramentas de IA. Portugal tem uma inteligência artificial própria, a Amália. Até 2030, Portugal prevê investir 400 milhões de euros para acelerar a economia digital.
A candidatura foi apresentada pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. Esta parceria é explicada pela complexidade e a escala deste projeto. Inicialmente, a fábrica ia ficar em Sines com hubs em Madrid e em Barcelona, fortalecendo o ecossistema ibérico de processamento de dados e supercomputação.
A candidatura ibérica tem uma grande força competitiva junto das instituições europeias. Cerca de 20 países estão a disputar a possibilidade de receberem esta gigafábrica. Um total de cinco gigafábricas vão ser financiadas pela Comissão Europeia. Tudo para que a Europa fortaleça a sua soberania tecnológica em relação a outros blocos, como é o caso dos Estados Unidos da América que estão a apertar a sua guerra económica.

