Ainda a contar os votos que o candidato que apoiaram nestas presidenciais, João Cotrim Figueiredo, teve, a Iniciativa Liberal considera que ainda tem espaço político onde podem crescer. Cotrim Figueiredo, que vai criar um movimento cívico tendo em vista 2031, ficou em terceiro lugar na primeira volta, que aconteceu a 18 de Janeiro.
No programa de comentários que tem na TVI, Paulo Portas, antigo líder do CDS e ministro em vários governos, afirmou que iria votar em António José Seguro, pois este é o candidato que representa a moderação. Também criticou aqueles que olham para a segunda volta destas eleições como um esquerda versus direita. Ideia que é defendida por André Ventura, que considera ser o novo «rosto da direita em Portugal». Ventura considera «um pouco surpreendente» o apoio de Portas a Seguro e diz que gostaria de saber a opinião de Pedro Passos Coelho a este apoio pois Seguro era o líder da oposição num período em que Passos Coelho era o primeiro-ministro e Paulo Portas o seu número dois. Antigo ministro de Passos Coelho, Poiares Maduro, considera que a neutralidade do PSD «é uma forma de limitar o risco de crescimento do Chega».
Sobre os vários nomes de direita que já apareceram a prestar o seu apoio a António José Seguro, André Ventura não está surpreendido e diz que o apoio não é a um candidato, mas sim contra ele. O líder do Chega teve agora mais 830.169 votos do que quando tentou evitar a reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa. Ventura quer evitar entrada em vigor de acordo comercial UE-Mercosul. «Tudo farei para que seja suspenso».
André Ventura aumentou a sua votação e o governo português pede «voto em consciência»
O líder do Chega obteve na emigração 40,93% dos votos, seguido de António José Seguro. O voto dos emigrantes foi diferente em vários sítios, com Gouveia e Melo a ganhar na Federação Russa e Cotrim Figueiredo em Espanha.
O atual ministro da Defesa, Nuno Melo, pede que os portugueses votem «em consciência». Esta será a segunda vez que os portugueses vão escolher o seu futuro presidente a uma segunda volta de eleições. A primeira vez aconteceu há 40 anos e uma série documental, «A duas voltas», têm acumulado milhares de visualizações na RTP Play pois os portugueses querem saber como este processo foi e será. Já é possível se inscrever para votarem, de forma antecipada, na segunda volta destas eleições. A votação antecipada acontece a 1 de Fevereiro.
Ventura desafiou Seguro, que tem visitado lares de idosos (o setor social é visto como essencial para um país cada vez mais envelhecido), para dizer se pretende mudar a atual Constituição. Os dois candidatos vão se encontrar em apenas um debate que será emitido em simultâneo pelas três estações de televisão que emitem em sinal aberto em Portugal. Antigo presidente e figura histórica do PSD, Cavaco Silva, emitiu uma nota onde disse que votaria em Seguro a 8 de Fevereiro pois este candidato tem características necessárias para este cargo, como é o caso da honestidade e educação, necessárias num mundo em que a política internacional está num estado de ebulição que não se via há décadas. O primeiro-ministro Luís Montenegro, na cidade do Porto, voltou a garantir que não vai apoiar publicamente nenhum dos dois candidatos que disputam a segunda volta pois está mais preocupado em governar.

