O BPI e a Fundação “la Caixa” lançaram nesta terça-feira as candidaturas ao Prémio Infância, abertas até dia 5 de março. O prémio tem uma dotação de 1,4 milhões de euros, num total de 5 milhões disponíveis para os vários prémios a atribuir ao longo de 2026, segundo revelam as instituições em comunicado. O Prémio Infância apoia projetos de instituições privadas sem fins lucrativos e que “visam quebrar o círculo vicioso da pobreza, promover o desenvolvimento e a formação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, e reforçar a família e a comunidade como eixos de ação socioeducativa”.
A seleção dos projetos dá-se através de três fases. A primeira é “técnica e objetiva” e tem em conta os objetivos e as linhas prioritárias estabelecidas, explicam as entidades. A segunda fase envolve um exame complementar por um grupo de avaliadores voluntários do BPI, que reúne com todas as candidaturas aprovadas para esta fase. A última etapa consiste numa seleção feita por um júri presidido pelo sociólogo e professor António Barreto. No dia 5 de fevereiro vai haver uma sessão de esclarecimento online para apoiar entidades no processo de candidatura.
Desde que foi lançado, em 2019, o Prémio Infância já atribuiu 7,8 milhões de euros a 234 projetos, chegando a mais de 77 mil crianças e adolescentes. No ano passado, os projetos apoiados ascenderam a 40 e “contribuíram para melhorar a vida de cerca de 33 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade”. Além deste, existem ainda os prémios Solidário, Seniores e Capacitar, que se destinam a “apoiar financeiramente projetos de instituições privadas sem fins lucrativos que promovam a melhoria da qualidade de vida e a igualdade de oportunidades de pessoas em situação de vulnerabilidade”.
Desde 2010, já foram atribuídos mais de 42,3 milhões de euros a 1288 projetos, alcançando mais de 272 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. Em 2025, foram financiados 120 projetos, com impacto na vida de mais de 41 mil pessoas.

