Mesmo havendo cada vez menos portugueses, o país volta a ter representação diplomática permanente no Principado de Andorra. O Consulado-Geral, liderado por Duarte Pinto da Rocha, abre 13 anos depois do encerramento da embaixada que Lisboa tinha neste pequeno país dos Pirenéus. Os portugueses que vivem em Andorra queixavam-se de que, quando tinham de tratar de algum documento, tinham de se deslocar a Barcelona.
A oficialização deste Consulado-Geral, que está em funcionamento desde o ano passado, deveria ter sido feita durante a visita que Luís Montenegro iria realizar a Andorra, mas esta teve de ser adiada por causa do mau tempo em Portugal.
Na última década, o número de portugueses em Andorra diminuiu, o que pode ser explicado pela impossibilidade de ter dupla nacionalidade ou pela dificuldade em pagar uma casa. Muitos filhos e netos de imigrantes acabam por assumir a nacionalidade andorrana. O número de residentes portugueses não aumentou e muitos dizem que conseguem encontrar trabalho, mas não casa, pelo que têm de se ir embora.
É fácil encontrar trabalho no Principado, mas o custo de vida é elevado, o que retira atratividade à emigração. Em Andorra vivem 8.500 portugueses, o que equivale a 9,5% da população total deste país. Depois dos espanhóis, os portugueses são a segunda maior comunidade de estrangeiros a viver em Andorra.

