Seguro anunciou a sua primeira Presidência aberta e não esquece as zonas afetadas pelas tempestades

Carneiro é reeleito secretário-geral do PS e os partidos de esquerda reuniram-se numa manifestação contra a guerra no Médio Oriente

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António José Seguro hablando en un evento sobre la Presidencia abierta
El presidente António José Seguro anunció su primera Presidencia abierta en distritos afectados por tormentas. La iniciativa busca abordar los daños en escuelas y comunicaciones. Se espera que ocurra después de la Semana Santa.

O presidente António José Seguro anunciou que irá realizar a sua primeira Presidência Aberta nos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Leiria e Santarém, zonas severamente afetadas pelas últimas tempestades. Após a passagem da tempestade Kristin, ainda há alunos a ter aulas em contentores, devido aos danos nas escolas ou à falta de acesso a comunicações. Esta iniciativa terá lugar logo após a Páscoa, embora o programa detalhado ainda não tenha sido divulgado.

Relativamente à atualidade internacional, Seguro considerou uma «honra para a ciência portuguesa» a escolha do biólogo Gonçalo Castelo-Branco, professor no Instituto Karolinska (Suécia), para integrar o Comité do Nobel da Medicina.

No plano partidário, o PS reelegeu José Luís Carneiro com 96,9% dos votos. Neste novo mandato, o secretário-geral terá como prioridades os jovens que não trabalham nem estudam (os «nem-nem») e o desenvolvimento da economia do mar. Carneiro, que foi candidato único, afirmou que este resultado lhe confere «especiais responsabilidades».

Mudanças em Belém e no PSD

As reuniões semanais no Palácio de Belém mudam de figurino: os encontros entre o Primeiro-Ministro e o Presidente da República, anteriormente à quinta-feira, passam a realizar-se à terça-feira. Luís Montenegro garante que a mudança ocorre num clima de total «cordialidade». O próprio PSD vai a eleições (de 20 a 27 de junho) e, mesmo sem opositores declarados, Montenegro terá como principais desafios a situação geopolítica internacional e o programa de recuperação pós-tempestades.

O Chega continua envolto em polémicas, desde cartazes contra imigrantes na Futuralia até a uma crise interna. A deputada Rita Matias pediu a demissão de um membro do partido, após uma investigação da RTP revelar que a namorada deste arrendava casas a imigrantes ilegais.

Finalmente, sobre o conflito no Irão, o PCP exige que o Governo regule e fixe preços para travar a «operação de especulação» na energia. O Bloco de Esquerda manifestou-se na mesma linha durante um protesto em Lisboa, que reuniu cerca de 500 pessoas. Na manifestação, destacou-se o papel de Pedro Sánchez, que se opôs ativamente à guerra, contrastando com a postura de Luís Montenegro.