O presidente da República, António José Seguro, anunciou que o seu primeiro 10 de Junho será dividido entre a Ilha Terceira e o Luxemburgo (onde reside uma das maiores comunidades portuguesas no estrangeiro). Sobre os Açores, a presença na região será uma forma de homenagear os 50 anos das autonomias na Constituição. A 12 de Junho, Seguro estará na Madeira numa sessão comemorativa dos 50 anos de autonomia e 40 anos de integração europeia. Para além do anúncio sobre as comemorações, o presidente promulgou os seus três primeiros diplomas e deixou um «alerta» para que sejam disponibilizados meios financeiros para os municípios (especialmente os atingidos pelas tempestades). Seguro prometeu ser o presidente da estabilidade e da cidadania.
O Conselho de Ministros aprovou menos recursos, deportações aceleradas e mais tempo de detenção para imigrantes. Agora, esta lei será enviada para o Parlamento e, para ser aprovada, a coligação PSD/CDS terá de contar com votos do PS ou do Chega (o partido de André Ventura mostrou-se disponível para viabilizar a lei). A reforma laboral, que ainda está a ser discutida com os parceiros sociais, será levada à Assembleia nas próximas semanas. Luís Montenegro anunciou que o país vai avançar com a aplicação provisória do acordo da UE com o Mercosul.
No Palácio de Belém, o Chega acusou o Governo de se «vitimizar» e o PS de ser uma força de bloqueio. A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, espera que o presidente da República seja um fiel da balança na reforma laboral, mas sublinhou que o seu partido apenas o apoiou para impedir o «projeto reacionário» de Ventura.
Guterres, Costa e Montenegro estiveram juntos em Bruxelas para falar sobre a guerra no Irão
Em Bruxelas, António Guterres pediu aos Estados Unidos e a Israel para acabarem com a guerra no Irão. «É hora de a força da lei se sobrepor à lei da força«, disse o secretário-geral da ONU. O português está a terminar o seu mandato à frente das Nações Unidas.
No Conselho Europeu, Luís Montenegro apelou à diplomacia e ao fim da escalada do conflito. O primeiro-ministro admitiu um défice em 2026 devido ao cenário de «excecionalidade» provocado pelas tempestades e pela crise energética decorrente da guerra no Médio Oriente. António Costa, na qualidade de presidente do Conselho Europeu, defendeu que a transição energética é «fundamental para a segurança da UE«. Sobre o Irão, Costa afirmou não perceber o objetivo do conflito e confirmou que será o orador convidado dos 115 anos da Universidade do Porto.
O líder do PS, José Luís Carneiro, vai deslocar-se a Caracas para se encontrar com a comunidade portuguesa na Venezuela. Nesta visita, após a sua reeleição como secretário-geral do PS, o dirigente socialista também se reunirá com membros do novo Governo e da Assembleia Nacional. Luís Montenegro teve conhecimento prévio desta deslocação.

