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Seguro faz novas nomeações para o seu gabinete enquanto Montenegro apresenta o excedente orçamental

António José Seguro hablando en un evento oficial con un fondo decorativo.

O presidente da República, António José Seguro, efetuou 18 nomeações para a sua equipa direta, com especial incidência na Casa Militar. Nestas escolhas, destaca-se uma forte presença feminina e a continuidade de parte da equipa de Marcelo Rebelo de Sousa. Por sua vez, o antigo Chefe de Estado nomeou duas pessoas para o gabinete a que tem direito nessa qualidade.

Relativamente ao Conselho de Estado, o PSD e o Chega alcançaram um acordo sobre os nomes a apresentar, embora permaneça a dúvida sobre a continuidade de André Ventura neste órgão consultivo. A primeira reunião está agendada para o dia 17 de abril, tendo como temas centrais a segurança e a defesa. Este encontro ocorrerá após a primeira presidência aberta de Seguro, dedicada às regiões mais afetadas pelas recentes tempestades. No âmbito institucional, o presidente condecorou ainda os atletas portugueses medalhados no último Campeonato Mundial de Atletismo em Pista Coberta, realizado na Polónia.

Em Belém, o presidente poderá exercer a sua «pressão amigável» para facilitar um consenso no Tribunal Constitucional, onde decorre o processo de eleição de quatro novos juízes. Um eventual entendimento entre o PSD e o Chega gera apreensão nos partidos de esquerda, que temem um «realinhamento político à direita» na composição do tribunal.

No Parlamento, o Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre o projeto mineiro de volfrâmio «San Juan», em Espanha, localizado a menos de dois quilómetros da fronteira, denunciando a ausência de uma audição pública. Já a visita de José Luís Carneiro à Venezuela foi alvo de críticas internas e externas no PS, devido ao receio de que a viagem transmita uma imagem errada sobre a posição do partido face ao regime de Delcy Rodríguez.

No próximo dia 2 de abril, o presidente Seguro discursará na sessão solene que assinala os 50 anos da Constituição Portuguesa. O evento contará com a presença de 95 deputados constituintes, entre os quais se destacam Marcelo Rebelo de Sousa e Jerónimo de Sousa.

Nos Açores, o presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, admitiu uma situação financeira delicada, mas afastou categoricamente qualquer cenário de resgate financeiro.

No plano macroeconómico, apesar do anúncio de um excedente orçamental de 0,7% (equivalente a 2.058,6 milhões de euros), o ministro das Finanças admitiu que 2026 poderá fechar com um «pequeno défice». Este cenário justifica-se pelos custos associados às tempestades no território ibérico e à crise energética derivada da guerra no Médio Oriente. Enquanto o PSD classifica este como um «dia histórico» de contas certas, a oposição critica o triunfalismo: a IL aponta o aumento do custo de vida, o PCP refere que o excedente «não aquece nem arrefece» e o PS aconselha o Governo a fazer «menos propaganda».

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