Foi apresentado, num hotel de Lisboa, o programa para mais uma edição do Foro La Toja na capital portuguesa. Este fórum afirma-se como o local privilegiado para defender os valores e princípios cada vez mais questionados na atualidade geopolítica, algo que não se via desde o fim da II Guerra Mundial.
Como lembrou, durante a apresentação, o presidente do Grupo Hotusa e responsável por este encontro, Amancio López, sobre os perigos que a democracia corre: «O que não podemos fazer é aceitar ou rendermo-nos». A guerra no Médio Oriente, as tarifas económicas e a imprevisibilidade da Administração de Donald Trump tornam a defesa do vínculo atlântico cada vez mais complicada, mas também necessária para manter a estabilidade mundial.
A quarta edição do Fórum de La Toja em Lisboa, que terá lugar a 29 de abril na Fundação Calouste Gulbenkian, contará com a presença de Amancio López Seijas, Juan Fernández Trigo (embaixador de Espanha), Paulo Rangel (ministro dos Negócios Estrangeiros), Paulo Portas (ex vice-primeiro-ministro), Mariano Rajoy (antigo presidente do Governo de Espanha) e Margarita Robles (ministra da Defesa de Espanha). Destaque ainda para a participação de António José Seguro (presidente da República), que terá a oportunidade de abordar a política internacional perante um vasto leque de personalidades.
Estas são algumas das figuras que discutirão a relação entre as diferentes margens do Atlântico e o futuro da Europa. O continente encontra-se numa encruzilhada entre a dependência histórica dos Estados Unidos e a necessidade premente de se tornar um ator global autossuficiente, da defesa à tecnologia. A edição de 2026 do Foro La Toja volta a reunir em Lisboa nomes reconhecidos da política e economia ibérica, mantendo vivo o espírito com que nasceu em 2019, na ilha da Toxa, em defesa da democracia liberal.

