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PSD, os liberais-conservadores nos últimos 52 anos

A 6 de Maio de 1974 foi fundado o PSD, que teve como nome original o PPD (Partido Popular Democrático). Para celebrar os 52 anos deste partido houve uma sessão solene (onde participaram várias figuras do partido) e uma homenagem a uma das primeiras militantes do PSD, Conceição Monteiro. O antigo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também esteve presente neste evento.

No seu discurso, Luís Montenegro aproveitou a ocasião para reafirmar compromissos governativos e a visão do partido para o futuro de Portugal. Luís Montenegro garante que o seu governo vai «marcar a história de Portugal. Atualmente este é um partido liberal-conservador, ao estilo do PP em Espanha. Os fundadores do PSD foram Francisco Sá Carneiro (várias décadas depois não sabemos quem foram os responsáveis pela sua morte) e Francisco Pinto Balsemão (fundador do grupo de comunicação Impresa).

Francisco Sá Carneiro foi aluno de Marcelo Caetano, deputado da União Nacional (fazia parte da ala liberal) mas a sua morte foi (e continua) a ser «chorada» por muitos militantes deste partido. O PSD (Partido Social Democrata) é um dos principais partidos políticos de Portugal. O partido, em que os seus militantes são conhecidos como os «laranjinhas», governou o país (desde a sua criação) por 19 a 20 anos, com o controlo das autarquias, governos e presidentes da República (como foi o caso de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito como independente mas que chegou a ser líder dos sociais-democratas).

Aproveitando mais uma presença no Fórum de La Toja, que aconteceu no fim do mês de Abril em Lisboa, Mariano Rajoy deu entrevistas para os meios de comunicação lusos. O antigo presidente do governo espanhol defendeu que «o melhor para Espanha e Portugal é que existam dois grandes partidos ao centro e moderados”. Na sua segunda visita ao estrangeiro como presidente da República de Portugal, António José Seguro, em Itália, defendeu a democracia e alertou para o «abismo » dos nacionalismos. Também defendeu que a UE se deve reformar e ambicionar liderar a inovação mundial.

Durante anos tivemos um bipartidismo com os governos a oscilarem entre a esquerda e a direita. Só que em ambos os países estamos a ter a ascensão de partidos de extrema-direita, como é o caso do Vox (Espanha) e do Chega (Portugal). O PSD liderou governos não só a solo mas também em coligação (especialmente com o CDS mas houve um Bloco Central com o PS). Atualmente, e depois de anos do governo socialista de António Costa, o social-democrata Luís Montenegro (e antigo líder da bancada parlamentar do PSD na Assembleia da República) é o primeiro-ministro em exercício, e depois de duas idas às urnas.

Alguns dos políticos do PSD mais conhecidos são: Cavaco Silva (que foi primeiro-ministro e presidente da República), Durão Barroso (que chegou a ser presidente da União Europeia), Santana Lopes (atual presidente da Câmara da Figueira da Foz) ou Passos Coelho (o seu governo ficou marcado pela intervenção do FMI). Um dos grandes nomes em ascensão neste partido é o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

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