«Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau», da investigadora Margarida Pereira-Müller, pretende apresentar um país que é muito mais do que golpes de Estado. Muito do que se vê e se ouve sobre este país nos meios de comunicação são notícias negativas, o que mancha a imagem da nação para muitos dos falantes da lusofonia.
Na apresentação deste livro, que aconteceu em Lisboa, esteve presente o embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Artur Silva. No evento, foi possível provar pratos típicos deste país. O prefácio deste livro foi assinado pela antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa, que espera que esta obra seja um convite à descoberta de «um território de diversidade fascinante» que se sente na pele e no palato. A Guiné-Bissau cheira a óleo de palma e o crioulo é a língua mais falada -cada etnia tem a sua própria língua-, apesar de o português ser a língua oficial.
Ao longo das páginas deste livro, mergulhamos na identidade e na história de um país que vai das savanas de Gabu até às águas do arquipélago dos Bijagós, um dos tesouros da humanidade. Um dos capítulos deste livro é dedicado à rainha Pampa Kanyimpa, figura sagrada e maior da ilha de Orango, no arquipélago dos Bijagós, que desafiou o poder do colonizador português. A mulher tem aqui um papel fundamental. Amílcar Cabral é outra das referências incontornáveis, já que fundou o PAIGC, um dos partidos que impulsionou a independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. A riqueza deste país é desconhecida pela grande maioria dos habitantes da CPLP. Devido aos golpes de Estado, este país chegou a ser suspenso da organização.

