A insegurança alimentar na CPLP foi alvo de estudo no 15.º volume da Linha Editorial Internacional de Apoio aos Sistemas de Saúde (LEIASS). Esta obra, publicada em conjunto com a Universidade Nova de Lisboa, demonstra que a insegurança alimentar pode ter causas históricas, económicas e sociais, acabando sempre por afetar as populações mais vulneráveis.
Em alguns países-membros da CPLP, o estado da democracia e o respeito pelos direitos humanos (dois dos pilares desta organização) não são aceitáveis. É o caso da Guiné-Bissau que, após o último golpe de Estado, foi suspensa da organização a que presidia na altura. O Conselho de Transição descreve a CPLP como um «clube de arrasados» e uma «organização fantoche», tendo anunciado que serão realizadas eleições para decidir se a Guiné-Bissau continuará a ser um Estado-membro. Este sufrágio está agendado para o dia 6 de dezembro. Refira-se que a Guiné também integra a Organização Internacional da Francofonia.
A uma conclusão semelhante chegaram o antigo presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, e a presidente do Conselho Constitucional de Moçambique. Ambos os políticos esperam que a CPLP comece a tomar a iniciativa em vários aspetos, uma opinião expressa à margem das celebrações dos 30 anos da comunidade. Aliás, uma das maiores conquistas das últimas três décadas foi a facilitação da mobilidade dos cidadãos entre os vários países da organização. A CPLP comemora o seu 30.º aniversário no dia 17 de julho. A comunidade dos países lusófonos é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, detendo este último, atualmente, a presidência rotativa.
O Secretariado Executivo da CPLP felicitou Moçambique pela celebração de mais um aniversário da sua independência, um gesto partilhado pelo governo de Angola. Foi há 51 anos, no dia 25 de junho, que Moçambique proclamou a sua independência do domínio colonial português.

