A escritora portuguesa Lídia Jorge é a vencedora do Prémio Camões de 2026. Para a autora, Camões é o nome que melhor descreve não só o que é ser português, mas também lusófono. Apesar de ser um sonho antigo, Lídia Jorge afirma estar surpreendida com esta distinção, que é a mais importante atribuída aos autores de língua portuguesa e que tem um valor pecuniário de 100 mil euros, assegurado pelos governos de Portugal e do Brasil. Este prémio foi instituído em 1988 e, no ano passado, a vencedora foi a angolana Ana Paula Tavares.
Lídia Jorge nasceu em Boliqueime e estreou-se na escrita na década de 80 com a obra O Dia dos Prodígios. Ao longo das décadas, já conquistou vários galardões, incluindo o Prémio Pessoa. Em todos os seus livros, como é o caso de Misericórdia, a escritora tem apresentado a evolução que o povo português (a sua «personagem principal») tem vivido nas últimas décadas — desde o passado colonial, passando pela transição democrática e sem esquecer o papel e o poder feminino.
O júri escolheu a escritora de forma unânime e destacou o «diversificado conjunto da sua obra e o grande contributo para o enriquecimento do património literário e cívico-cultural da língua portuguesa».


