Depois do apagão do último ano, que levou os países ibéricos a reforçar os seus sistemas elétricos, os governos de Portugal e de Marrocos estão a estudar uma autoestrada de energia, mas debaixo de água. Isto graças a um cabo submarino.
Para avançar com esta ligação, é necessário ter uma análise de custo-benefício. O projeto está avaliado em 650 milhões de euros a dividir pelos dois países: a fatia lusa atinge os 325 milhões de euros (valores que já não devem estar atualizados). Entre as subestações de Tavira em Portugal e de B. Harchan em Marrocos, o cabo submarino teria 220 km e teria uma capacidade de 1.000 megawatts.
Esta vontade foi expressa após um encontro com as suas homólogas espanhola, Sara Aagesen, e francesa, Maud Bregeon, e o comissário europeu Dan Jørgensen. Em Paris, a ministra portuguesa defendeu uma autoestrada de energia entre a Península Ibérica e o resto da Europa.
Lisboa e Madrid defendem há mais de 20 anos um reforço das interligações entre Espanha e França via Pirinéus. O encontro entre ministras foi pedido por Portugal e Espanha para «seduzir» o lado francês. Recentemente, Portugal e Espanha concluíram a sua 10.ª interligação, para assim poderem responder melhor à transição energética. Espanha já tem este tipo de ligação com Marrocos. Este projeto está a ser estudado desde 2018. Brevemente, a ministra do Ambiente de Marrocos, Leila Benali, vem a Portugal.


