Através de videochamada, em direto com Madrid, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, apelou à vitória de Feijóo em 2027. O apelo ao voto no líder do PP surge como uma espécie de retribuição ao apelo ao voto em Pedro Nuno Santos que Pedro Sánchez tinha feito nas anteriores eleições portuguesas. Montenegro acredita que a visão reformista que o Governo português segue pode também surgir em Espanha, defendendo que Portugal sairá favorecido se Feijóo substituir Sánchez, criando-se assim uma aliança ibérica de direita.
Depois de a ONU ter lamentado os incêndios em Portugal e em Espanha e ter apelado à transição para as energias renováveis, António Guterres nomeou Pedro Sánchez como copresidente dos Defensores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O primeiro-ministro português não tem dúvidas de que a “Europa ganhará com uma Península Ibérica mais forte”, algo que, segundo sugere, não existe sob os governos de esquerda que estes dois países tiveram. As declarações foram prestadas durante um evento do PPE, onde deveria ter estado presente, o que não aconteceu devido ao debate do Estado da Nação, em Lisboa. O grande tema deste debate é o caos na correção dos exames nacionais e as polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Quem esteve presente foi o eurodeputado Sebastião Bugalho. Para além de ter exaltado a economia portuguesa, Luís Montenegro também fez campanha contra Sánchez e apontou o dedo a António Costa, a quem acusa de ter tornado a imigração em Portugal incontrolável — tudo isto na altura em que o atual presidente do Conselho Europeu era primeiro-ministro do país. Atualmente, 16% da população residente em Portugal é imigrante.


