A situação na Guiné-Bissau continua «quente», já que o líder da oposição (e do PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi preso preventivamente. A CPLP condena veementemente esta situação e reafirmou o «seu firme compromisso na defesa dos princípios e valores basilares do Estado de direito democrático consagrados no ato fundacional, que caracterizam a Comunidade». A CPLP apelou à libertação imediata e incondicional de Domingos Simões Pereira.
Depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau, que na altura detinha a presidência rotativa da CPLP, o cargo foi entregue a Timor-Leste. Ainda durante a cimeira de Bissau, muito se falava sobre a possibilidade de a próxima presidência rotativa ir para Timor-Leste — que contava com o apoio de Portugal y do Brasil — ou para a Guiné Equatorial, que se diz pronta para, no futuro, assumir esta liderança. Olhando para o futuro da organização, que está prestes a comemorar 30 anos de existência, o presidente de Timor-Leste, Ramos-Horta, defendeu que a próxima presidência devesse caber ao Brasil, que não assume o cargo há muitos anos. O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, anunciou em junho, na sede da CPLP, que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência atual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau, entretanto suspensa da organização. No Conselho de Ministros da CPLP dever-se-á debater a próxima presidência. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, a próxima liderança rotativa da CPLP ainda não está definida.
Foi criado o Acordo Ortográfico para unificar a forma como se escreve em português, mas a verdade é que existem países que ainda não o ratificaram, como é o caso de Moçambique e Angola. Para os linguistas, este acordo «foi inútil». Foi também realizado um encontro com jovens lusófonos para assinalar o aniversário da organização; estes pedem um passaporte que permita aos jovens estudar e trabalhar em qualquer país de língua portuguesa.
Caso os países da CPLP se unissem numa única nação, esta teria uma população de 250 milhões de habitantes (espalhados por 4 continentes) e seria a oitava potência económica do mundo. Segundo o FMI, a junção destes países num PIB único valeria 3,2 biliões de dólares. Se olharmos para a saúde, e segundo a OMS, Angola e Timor-Leste lideram os alertas de retrocesso na vacinação na CPLP, contrastando con a solidez de Cabo Verde e a recuperação progressiva no Brasil (que viveu o seu momento antivacinas durante o governo de Bolsonaro).

