Em todo o território ibérico, a zona Oeste e o Vale do Tejo são os locais onde se regista a menor densidade de médicos por cada mil habitantes. Nesta zona, existem entre 2,5 e 4,5 médicos por cada mil habitantes. Apesar de ter poucos médicos, a região Oeste é uma das que tem a taxa de desemprego mais baixa. A península de Setúbal é a que tem a taxa de desemprego mais elevada em Portugal, mas, quando comparamos os dois lados da fronteira, as regiões espanholas são as que têm taxas de desemprego maiores (também por terem mais população).
Em Portugal, é na região da Grande Lisboa que existem mais médicos. Na cidade, existem entre 6,5 e 8,3 médicos por mil habitantes. Apesar de ficarem geograficamente próximas, as duas regiões apresentam uma disparidade quando falamos da cobertura médica aos seus cidadãos. A Grande Lisboa é mesmo a NUTS II de todo o território ibérico que tem a maior concentração de médicos. Em 2024, apenas 53,6% da população portuguesa avaliava o seu estado de saúde como bom ou muito bom, abaixo dos 70,1% registados em Espanha e dos 68,4% da média da União Europeia.
Os dados foram apresentados na edição deste ano da publicação «Península Ibérica em Números 2025». O documento foi elaborado conjuntamente pelos institutos nacionais de estatística de Portugal e Espanha (INE). Para os presidentes destes institutos, o documento é uma «publicação de referência para a análise comparativa de Portugal e Espanha». Os dados permitem compreender os fenómenos comuns que existem nos dois lados da fronteira.


