A Espanha somou a segunda estrela ao seu emblema depois de ter vencido a Argentina por 1-0 (golo de Ferran Torres) na final do Mundial de 2026, que aconteceu na cidade de Nova Jérsia, que tem uma grande comunidade lusófona.
Muito se falava em Portugal, pelo menos no desejo de que «a taça venha para a Península Ibérica», e agora já se começa a pensar no Mundial de 2030. Os organizadores deixam de ser o México, Estados Unidos e Canadá e passam a ser Marrocos, Portugal e Espanha; como será o Mundial do centenário, terá três países a acolher os seus jogos inaugurais: Paraguai, Uruguai e Argentina. O jogo da grande final, que opôs a Argentina de Messi à Espanha de Lamine Yamal, foi transmitido à hora de jantar em Portugal, tanto em sinal aberto como em plataformas digitais, como é o caso da LiveMode TV, que pertence a Cristiano Ronaldo. A final do Mundial foi o programa mais visto do dia, com 3,7 milhões de televisores ligados em Portugal.
Havia mesmo jornalistas portugueses a acompanhar a forma como os adeptos em Barcelona viviam o jogo, já que a base da equipa de Luis de la Fuente é do FC Barcelona. Num dos intervalos do jogo, sentiu-se a presença portuguesa em pleno estádio quando no sistema de som passou a música «Danza Kuduro», um hit das festas de verão em Portugal, do artista luso-francês Lucenzo.
Apesar de Portugal ter caído perante a Espanha e não ter chegado à tão aguardada final, este jogo também foi acompanhado deste lado da fronteira. Em Ayamonte, a festa da vitória pintou-se de amarelo e vermelho, mas também teve o verde da esperança de Portugal. Em território português também houve celebrações, como no Terreiro do Paço, onde foi instalada uma zona de adeptos para assistir aos jogos. A polícia teve de ser chamada ao local após um confronto entre adeptos da Argentina e da Espanha. A desilusão argentina deu lugar a momentos de alegria, também em Portugal.


