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São Tomé e Príncipe vê as suas roças distinguidas como Património da humanidade pela UNESCO

Vista de una antigua roça en São Tomé e Príncipe con arquitectura colonial

As roças de São Tomé e Príncipe foram distinguidas como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Estas seis roças distinguem-se tanto pelo seu valor arquitetónico como histórico. As roças, do período colonial, mais precisamente dos séculos XIX e XX, produziam café e cacau. No início do século passado, chegaram a ser os maiores produtores de cacau do mundo.

Os trabalhadores que estavam nestes espaços — que tinham desde hospitais a sanzalas — foram para São Tomé e Príncipe, de forma forçada, de Angola, Cabo Verde e Moçambique. Destas seis roças, quatro estão na ilha de São Tomé e duas na ilha do Príncipe. O governo de São Tomé e Príncipe considera que esta distinção pode abrir a possibilidade de linhas de crédito para restaurar estes espaços. Esperam também um aumento no turismo que leve a um desenvolvimento sustentável das comunidades locais que ainda habitam estas antigas plantações. São Tomé e Príncipe é o único país que é, na sua totalidade, considerado Reserva da Biosfera da UNESCO.

A elevação das roças aconteceu na mesma semana em que Carlos Vila Nova foi reeleito como Presidente da República daquele país. O Brasil também estava a concorrer para esta escolha. Portugal conta atualmente com 17 locais classificados como Património Mundial da UNESCO.

Este ano, houve uma tentativa de candidatar as fortalezas da Raia, mas a candidatura terá de ser revista, embora não esquecida. Os três conceitos desta candidatura são: a arquitetura militar, a fronteira histórica que separa Portugal de Espanha e a influência que tiveram na Europa. A decisão foi tomada após uma assembleia organizada em Busan, na Coreia do Sul, durante a 48.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO.

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