André Ventura denuncia que entraram no seu gabinete no parlamento e Montenegro diz que este caso não é digno da democracia

Os documentos desaparecidos fariam parte de uma futura comissão parlamentar ao ministro da Administração Interna, Luís Neves

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Vista del edificio del parlamento en Lisboa, Portugal, con estatuas en la entrada.
El edificio del Parlamento de Portugal, ubicado en Lisboa, es un importante símbolo de la democracia en el país. Su arquitectura imponente y sus estatuas en la entrada reflejan la historia y la cultura de la nación. Este lugar es donde se llevan a cabo importantes debates y decisiones políticas.

O líder do Chega, André Ventura, denunciou que desapareceu do seu gabinete, na Assembleia da República, um conjunto de documentos sobre o ministro da Administração Interna (MAI) e o primeiro-ministro. André Ventura publicou um vídeo nas redes sociais onde se vê o seu gabinete com as coisas remexidas. A investigação a este caso pode ser dificultada pelo facto de não haver sistema de videovigilância no local.

O Chega pretende que se avance com uma comissão parlamentar para avaliar o trabalho que Luís Neves fez à frente da PJ (Polícia Judiciária). Ventura admite chamar António Costa e Luís Montenegro a deporem sobre o trabalho de Luís Neves, que serviu nos governos destes dois homens, mas as duas figuras, devido aos cargos que atualmente desempenham, não podem ser obrigadas a prestar esclarecimentos pessoalmente em comissões.

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, já informou estar a acompanhar de perto o alegado caso de invasão e roubo de documentos do gabinete de Ventura. Aguiar-Branco nega a chamada de Luís Neves à Assembleia. Para o PS, a AD errou ao vetar a ida do MAI ao parlamento. O nome de Luís Neves tem estado na imprensa, nas últimas semanas, devido à polémica que está a ser tratada na comunicação social como «Luís Neves gate». A polémica com o ministro envolve suspeitas de favorecimento, ocultação de rendimentos e irregularidades em obras privadas feitas na altura em que estava na PJ e que aumentaram depois de entrar para o governo. Montenegro pede que se investigue de forma rápida o caso do gabinete de Ventura, onde já esteve a PJ, e considera que, se o roubo for verdadeiro, o caso é «inconcebível em democracia».

Sobre os problemas que envolvem o MAI, Luís Montenegro não esclareceu se confia ou não em Luís Neves, mas espera que «continue a ser um ministro muito competente». Montenegro é quem tem estado a dar a cara nos incêndios, e não Neves. Nos últimos vinte anos, Portugal teve doze nomes a ocupar essa pasta.