Portugal está em contacto com os governos de Espanha e de Marrocos devido a crise migratória em Ceuta

Tanto a GNR como a Polícia Marítima estão a patrulhar a fronteira sul de Portugal mas a União Europeia diz que estes migrantes não estão em território continental

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Multitud de personas intentando cruzar la frontera en Ceuta desde Marruecos
Ceuta enfrenta una crisis migratoria sin precedentes, con decenas de miles de personas intentando ingresar de manera irregular desde Marruecos. La población local se ve superada y las autoridades trabajan para controlar la situación. Este fenómeno ha generado tensiones políticas entre España y Portugal, así como críticas de la extrema derecha en Europa.

Dezenas de milhares de pessoas entraram de forma irregular em Ceuta, a partir de Marrocos. Ceuta tem uma população permanente de 83 mil pessoas. Ceuta estima a entrada de 60 mil pessoas e registam-se 50 mortos. A nado, a pé ou saltando a vedação, existem várias formas para tentar entrar no enclave espanhol de Ceuta.

Esta entrada excessiva de pessoas está a ser registada desde quinta-feira. Há centenas de pessoas a fazer o caminho inverso para Marrocos. Para Pedro Sánchez, a integridade territorial de Espanha está a ser violada e a culpa é das mafias que trazem migrantes do continente africano para o europeu. Sánchez está no terreno.

Devido à crise migratória, o Chega propõe fechar, de forma temporária, a fronteira com Espanha. O partido de André Ventura propõe a reposição do controlo da entrada de pessoas em Portugal, suspendendo, desta forma, o Acordo de Schengen. A GNR e a Polícia Marítima estão a trabalhar com os seus colegas espanhóis para fiscalizar a fronteira sul de Portugal, de onde se pode ir de barco até Marrocos. A extrema-direita francesa também criticou o Governo de Madrid por não conseguir controlar a entrada descontrolada de migrantes em Ceuta. Tanto o PP como o Vox culpam Sánchez pela crise migratória em Ceuta.

Itália, mesmo não tendo uma fronteira terrestre com Espanha, também quer a reposição do controlo de fronteiras até a crise migratória ser controlada. A UE nega deslocações de pessoas de Ceuta para a Europa continental. O Governo espanhol garante a Lisboa, que se encontra preocupado com a atual situação em Ceuta, que vai «reverter o fluxo» de entrada de migrantes. Isto graças a um trabalho coordenado com Marrocos.