O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, apoia a realização do conselho de ministros do interior da União europeia. Esta reunião pretende gerir a crise migratória em Ceuta a uma só voz. Para Montenegro, o caminho certo para a gestão dos fluxos migratórios passa por uma política rigorosa baseada na regulação e no humanismo. A Itália está a controlar as entradas dos passageiros oriundos de Espanha. Já que suspenderam, de forma provisória, o acordo de Schengen.
Por ser um enclave, Ceuta não faz parte do espaço Schegen. Portugal e França decidiram não assinar a carta aberta enviada a Bruxelas por 22 países da União Europeia, liderada pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, que exige uma resposta conjunta urgente e critica indiretamente a gestão migratória de Espanha face à crise massiva de imigrantes. Esta cidade, chegou a pertencer ao império português, e foi a única que não reconheceu D. João IV como rei em 1640.
Os socialistas europeus, do qual fazem parte o PS e o PSOE, criticam desinformação e oportunismo político na situação em Ceuta. O Chega apelou ao reforço das fronteiras portuguesas. A fronteira do Algarve está a ser patrulhada pela Marinha e a Polícia Marítima. Segundo uma investigação académica, a desinformação é um elemento estrutural da estratégia de comunicação do Chega. O Papa Leão XIV tem esperança numa solução de paz, estabilidade e justiça para a crise migratória em curso.

