Da esquerda a direita, partidos pedem a retirada de Marrocos da organização do Mundial 2030

Pedidos dos partidos vem depois da crise migratória em Ceuta e do presidente português ter enviado um decreto sobre a imigração para o Tribunal Constitucional

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Un político del partido Vox habla sobre la retirada de Marruecos del Mundial 2030.
El partido Vox se une a otros para solicitar la exclusión de Marruecos del Mundial 2030.

O Vox juntou-se aos pedidos do Livre e do Sumar para que Marrocos seja retirado da organização do Mundial 2030. Os partidos portugueses estão divididos sobre este pedido, já que o Livre pede uma exclusão porque «Marrocos não é um parceiro fiável», os outros partidos de esquerda acompanham as críticas aos Direitos Humanos feitas pelo partido de Jorge Pinto e os partidos do governo preferem não prestar comentários sobre este assunto. Segundo a FPF, os planos para o Mundial 2030 continuam inalterados.

Milagros Tolón, ministra da Educação, Formação Profissional e Desporto de Espanha, lembrou que «Espanha e Portugal lideraram a candidatura ao Mundial’2030», depois juntou-se Marrocos. Chegou a circular a notícia, e devido a um encontro da alta cúpula da FIFA em Marrocos, que o organismo ia oferecer a final do Mundial a este país africano. A final está a ser disputada entre os estádios Santiago Bernabéu, Camp Nou e um novo que está a ser construído em Casablanca. Este pedido vem depois da crise migratória em Ceuta. Apesar de não fazer fronteira física com Espanha, a Itália decidiu repor as suas fronteiras e, em resposta, a polícia espanhola está a pedir o passaporte para quem venha do país de Meloni.

Em Marrocos está a circular um apelo a uma nova entrada em massa nas cidades de Ceuta e de Melilla no dia 15 de Agosto. O presidente da república de Portugal, António José Seguro, defende que se deve «combater ferozmente» a imigração ilegal.

Estas declarações foram prestadas depois de Seguro ter mandado para o Tribunal Constitucional um decreto de lei sobre o retorno de estrangeiros e concessão de asilo. André Ventura descreve esta atitude como se «enorme gravidade». Já esquerda saudou a decisão do presidente sobre um decreto que era apelidado de «cruel». Seguro já fez seis meses como presidente da república de Portugal mas ao contrário da omnipresença de Marcelo Rebelo de Sousa, está a se caracterizar por ser mais institucional. O PS e PSD aproveitaram a ocasião para elogiar a estabilidade e uma relação «imaculada» entre os poderes. Por outro lado, a aproximação entre Portugal e Espanha continua com o anúncio que a plataforma Dazn vai emitir o campeonato português de futebol no outro lado da fronteira.