A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau atribuiu a Embaixada de Portugal o «Prémio da Justiça» pelo contributo na promoção do acesso à justiça e direitos humanos naquele país. A mesma distinção foi atribuída à União Europeia, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Em 2024, a Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau já tinha também atribuído o «Prémio da Justiça» ao Instituto Camões. Isto pelo contributo e apoio que a cooperação portuguesa tem prestado à Guiné-Bissau nas áreas da defesa da justiça, dos direitos humanos e do Estado de direito democrático.
O galardão foi atribuído no âmbito das comemorações do 35.º aniversário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau. Um grupo de cidadãos da Guiné-Bissau propôs, junto da comunidade internacional, que as coloque um presidente civil e um governo de unidade. Desde a deposição de Umaro Sissoco Embalo, o país tem sido gerido por uma junta militar. A proposta, apresentada por carta aos meios de comunicação social, levanta a necessidade de um «acompanhamento rigoroso» por parte das organizações internacionais, como é o caso da CPLP. A «suspensão da Guiné-Bissau é um momento doloroso», diz o embaixador português nesta organização.
Mesmo com esta suspensão, a Guiné-Bissau continua a ser um membro de pleno direito da comunidade dos países de língua portuguesa. Que já assinalou os seus trinta anos de existência. A Guiné-Bissau está suspensa da CPLP desde dezembro do ano passado. Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Para o embaixador, «a CPLP é uma organização diferente, na sua estrutura e no seu caráter, das outras organizações regionais, é uma família nos termos em que há aqui uma afetividade e uma pertença a uma memória histórica, sem dúvida, mas também a uma comunidade de língua, de afetos, de conhecimentos».
No próximo dia 30, os habitantes da Guiné-Bissau vão votar uma nova constituição.

