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Estado português volta a entrar no grupo de acionistas da REN depois da compra da participação a Amancio Ortega

O executivo de Lisboa vai pagar um prêmio de 55 milhões de euros ao dono da Zara para voltar ao grupo de acionistas da REN

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Torres eléctricas en una carretera con cielo despejado
El estado portugués ha adquirido una participación en REN, comprando acciones de Amancio Ortega. Esta compra, valorada en 380 millones de euros, busca estabilizar la empresa y podría impactar en las tarifas energéticas. Sin embargo, los expertos son escépticos sobre una posible reducción en los costos de energía.

O executivo de Madrid nega ter intervindo, de alguma forma, no negócio entre o estado português e o empresário Amancio Ortega, que detinha uma participação na REN através da Pontegadea.

O empresário espanhol vendeu uma participação de 13,7%. Os investidores procuram ações da REN pela previsibilidade do negócio, muito regulamentado. A compra da participação pela Parpública (que pertence ao estado português) avalia a empresa em 2,76 mil milhões de euros.

O estado português pagou 380 milhões de euros, valor que representa um prémio de 17% (cerca de 55 milhões de euros). O governo de Lisboa reentrou, desta forma, na estrutura accionista da REN. A REN foi privatizada em 2014, durante o governo de Pedro Passos Coelho. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, levanta a possibilidade desta entrada levar a uma descida na fatura da energia, algo que os especialistas no setor energético não acreditam muito.