Um milhão de euros é o valor que o Turismo de Portugal tem previsto para a criação de refúgios climáticos para as populações. Até ao momento, existem 188 refúgios climáticos em 67 concelhos do país. Estes espaços vão de bibliotecas a monumentos. O objetivo passa também por ter este tipo de espaços ao ar livre, que podem ser bebedouros ou árvores que ofereçam sombra. Estas ondas de calor são cada vez mais frequentes.
Na passada quinta-feira, Portugal viveu o seu quarto dia mais quente do mês de setembro dos últimos 85 anos. Este pico de calor deveu-se a uma «cúpula de calor» que transportou uma massa de ar muito quente e seco do Norte de África, acompanhada por uma forte presença de poeiras do Saara.
Portugal é um dos países da União Europeia mais vulneráveis no que respeita às alterações climáticas. Estas levam, entre outros cenários, a que os fogos sejam cada vez mais frequentes (não só em Portugal, mas em todo o Sul da Europa). Depois de anos a bater recordes turísticos, Portugal vê o número de visitantes a estabilizar-se, embora a gastarem menos. Anualmente, Portugal costuma receber três vezes a sua população em turistas.
Nos primeiros seis meses deste ano, houve um aumento de 3,1% no número de visitantes. Relativamente ao volume de viajantes, os Estados Unidos já ultrapassaram a Espanha no que toca a mercados emissores. O Mundial de 2030 está a tornar o mercado hoteleiro português um dos mais apetecíveis de todo o continente. Construir hotéis em Portugal é 30% mais barato do que no resto da Europa.

