Portugal elegeu, numa gala televisiva realizada no Palácio Nacional de Sintra, as suas 7 Novas Maravilhas. Os vencedores destacam-se pelo valor histórico que têm para o património contemporâneo português.
Um dos destaques foi a Sé de Lisboa, local onde acontecem os conhecidos Casamentos de Santo António. Este monumento, situado à entrada do histórico bairro de Alfama, começou a ser construído no século XII e é atualmente um dos elementos mais emblemáticos (e fotografados) da capital portuguesa. Mesmo em frente a este edifício passa o famoso elétrico 28. A viagem neste «amarelinho» é uma das experiências mais clássicas para quem deseja conhecer a verdadeira Lisboa. É também possível subir até esta igreja a pé, a partir da Baixa.
A Sé, que é a igreja mais antiga de Lisboa, foi edificada logo após D. Afonso Henriques ter reconquistado a cidade aos mouros. Ao olhar para o edifício, encontram-se vestígios marcantes não só da presença moura, mas também da herança romana. Quem visitar o seu interior poderá contemplar as escavações arqueológicas que narram a história da segunda capital mais antiga da Europa. Afinal, Lisboa foi fundada pelos fenícios por volta de 1200 a.C., sendo quatro séculos mais antiga do que Roma.
Devido à época em que foi erguida, a Sé tem a aparência de uma estrutura defensiva. A catedral foi um dos poucos edifícios da capital que sobreviveu em grande parte ao grande sismo de 1755. Mais tarde, em 1940, o templo foi alvo de restauros para acolher as celebrações do 8.º Centenário da Fundação de Portugal e do 3.º Centenário da Restauração da Independência. A Sé guarda tesouros como uma cruz do século XVI (do período da União Ibérica) e as relíquias de São Vicente, o padroeiro principal do Patriarcado que inspirou a bandeira do município.



