De 1 a 3 de outubro vai realizar-se, na Ilha da Toja, a oitava edição do Fórum La Toja – Vínculo Atlântico. Esta edição decorrerá sob o lema «Um mundo em desordem«. Durante estes dias, líderes políticos, empresariais e académicos voltarão a discutir os riscos e desafios que as democracias vivem na atualidade. Alguns destes desafios são a Inteligência Artificial, a geopolítica ou o reforço das instituições internacionais.
Nesta edição, o programa inclui uma mesa-redonda sobre a crise de Ceuta e as relações hispano-marroquinas. O Fórum acolherá ainda uma mesa-redonda sobre a política industrial e a perspetiva territorial, com a participação do presidente da Xunta da Galiza, Alfonso Rueda, e do presidente da Generalitat da Catalunha, Salvador Illa.
Algumas das figuras que vão participar neste fórum são Svetlana Tsikhanouskaya (líder da oposição democrática na Bielorrússia) e Josep Borrell. O presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, também vai intervir no terceiro dia.
No primeiro dia, e como é habitual, o rei Felipe VI vai discursar. Durante o evento, o antigo presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, que participou várias vezes nas edições portuguesas deste fórum, vai receber o Prémio Josep Piqué – Fórum La Toja. Este prémio reconhece as figuras com percursos meritórios em prol do reforço e desenvolvimento das democracias representativas e do vínculo atlântico.
Na conferência de imprensa de apresentação, Amancio López Seijas, presidente do Fórum La Toja, defendeu que «no fórum continuamos a defender os mesmos valores e princípios que permitiram à Europa criar o Estado-providência e que levaram o mundo ocidental a acreditar que se encontrava numa era eterna de grandes consensos. Mas não foi assim, e é por isso que continuaremos a defender estes valores».

