Em Lisboa, Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, descreveu Portugal como «um grande aliado». Sobre o uso da Base das Lajes, Marco Rubio garante que este «segue todos os protocolos». A Amnistia Internacional pede que Portugal recuse o uso da Base das Lajes para evitar que crimes de guerra sejam cometidos.
O chefe da diplomacia norte-americana lembrou a importância geoestratégica de Portugal, que é uma ponte entre três continentes, e alertou para o perigo que os cabos submarinos correm. Sines, Cascais e Sesimbra são três das localidades portuguesas que mais recebem este tipo de cabos. Rubio descreveu Portugal como «porta de entrada geográfica e económica» para as empresas dos EUA na Europa. Cada vez mais norte-americanos decidem visitar e viver em Portugal. «O objetivo da nossa visita não é criar um problema com outro país», disse o secretário de Estado sobre a possibilidade de a visita a Portugal poder ser vista com maus olhos em Espanha.
O secretário de Estado norte-americano também esteve reunido com o primeiro-ministro, Luís Montenegro. Portugal foi o último destino em solo europeu da visita que Marco Rubio fez à Islândia e à Grécia. Esta foi a primeira visita de Marco Rubio a Lisboa.
Rubio e Paulo Rangel estiveram reunidos no Palácio das Necessidades. Os dois responsáveis pela diplomacia dos seus países lembraram a amizade que une os Estados Unidos da América a Portugal e os seus compromissos mútuos no quadro da NATO. Portugal é um dos países fundadores desta organização. Um dos temas que Rubio trazia era a compra dos F-35, para substituir os F-16, mas Paulo Rangel diz que este tema será tratado no tempo certo.
A visita de Rubio a Portugal ficou marcada por uma manifestação de 300 pessoas contra o homem forte de Donald Trump. Sobre a compra de aviões militares, o presidente da República, António José Seguro, defendeu que esta tecnologia deve ser europeia e não americana.

