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Salvador Sobral participa no programa «La Revuelta» e fala sobre o porquê de a música em português não ser mais ouvida em Espanha

Dos hombres conversan en un plató, uno sentado en un sofá y otro tras una mesa.

Salvador Sobral, que se encontra a promover o seu novo disco, «A Flor do Recomeço», foi um dos convidados de uma das emissões mais recentes do programa «La Revuelta», da RTVE. O novo trabalho do vencedor da Eurovisão (com o tema «Amar pelos dois») foca-se na riqueza da música brasileira.

Questionado pelo apresentador sobre o porquê de a música cantada em português (seja de Portugal ou do Brasil) não ter em Espanha a mesma projeção dos artistas da América Latina hispânica, Salvador colocou a hipótese de a diferença de sucesso ser explicada pela língua.

O mercado brasileiro consome-se sobretudo dentro do próprio país, enquanto o fado (com Mariza e Carminho como grandes expoentes) continua a ser o produto made in Portugal mais exportado, ficando apenas atrás do pastel de nata.

Salvador Sobral, que vive atualmente em Barcelona, manifestou a intenção de criar, na Catalunha, um festival que aproxime o público espanhol dos artistas lusófonos. No programa, Salvador Sobral interpretou em direto o tema que dá nome ao disco e comentou os assuntos que marcam a atualidade noticiosa em Portugal e Espanha, desde a polémica com Ronaldo na seleção até à crise na habitação (uma problemática comum aos dois lados da fronteira).

Sobre Ronaldo, Sobral considera ser o momento de o capitão ceder o seu lugar de avançado na seleção portuguesa de futebol a Gonçalo Ramos. Quanto à crise na habitação, lamentou a «falta de fogo» (como existe em Espanha) que mobilize a população para manifestações e reivindicações. Alertou ainda que «o nacionalismo e o patriotismo são perigosos» e expressou preocupação com o futuro da cultura perante o crescimento da extrema-direita. Isto num período em que o Brasil e Espanha enfrentam momentos eleitorais e as últimas sondagens em Portugal colocam o PSD, o PS e o Chega com intenções de voto muito semelhantes. O programa, conduzido por David Broncano, inclui frequentemente referências a Portugal e à aproximação ibérica.

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