Numa intervenção no Parlamento português, o deputado do CDS-PP (homólogo do PP espanhol), João Almeida, afirmou que «Espanha está a colher o que semeou» na imigração ilegal e na habitação. Defendeu igualmente que não se deve desconsiderar a fronteira ocidental da União Europeia, onde ambos os países se situam, uma vez que constituem a porta de entrada continental para o tráfico de pessoas e de drogas, vindas tanto da América do Sul como de África.
Para este partido, as políticas de esquerda que existiram (e existem) no território ibérico beneficiaram «muito as redes criminosas». Durante o debate, toda a direita aprovou uma proposta que pretende restringir o acesso de estrangeiros não residentes ao SNS. O projeto de lei visa condicionar este acesso ao pagamento efetivo dos cuidados ou à apresentação de um seguro de saúde válido, argumentando a direita que muitos aproveitam a gratuitidade do serviço.
O tema da habitação também foi abordado, dado que, «ao estilo espanhol», estão a decorrer manifestações em cidades como o Porto. Os manifestantes queixam-se de violência policial, enquanto o presidente desta autarquia, Pedro Duarte, saudou o espírito «ordeiro» dos protestos. Sobre a questão do uso da força policial, José Luís Carneiro exigiu o apuramento de responsabilidades.
Montenegro declarou que o Governo «não vai ceder aos gritos das ruas» e que as mudanças não se fazem hasteando a bandeira da Palestina, sublinhando tratar-se de um problema muito sério. A IL, o CDS e o Chega acusam a esquerda de «importar a contestação», enquanto o PCP e o PS exigem que o Executivo «ouça a rua».
O presidente da República, António José Seguro, advertiu que uma «Europa onde os jovens não conseguem comprar casa arrisca-se a perder a sua confiança».


