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Partidos trocam acusações sobre a crise na habitação e a Acampada passa a ser ao relento

Numerosas tiendas de campaña y personas ocupan una plaza iluminada durante la noche.

No Parlamento português foi realizado um debate de emergência sobre a atual crise na habitação. Durante o debate, os partidos de esquerda e de direita trocaram acusações sobre quem são os culpados da atual crise. Se o Governo afirma que está a fazer o maior investimento na habitação dos últimos 30 anos, o PS acusa a direita de querer dar prioridade aos fundos de investimento em vez dos moradores de sempre.

Depois da intervenção policial, e mesmo com as temperaturas a baixar, os participantes da Acampada de Lisboa decidiram tirar as tendas que tinham na Praça do Rossio, onde vão dormir ao relento (tal como alguns dos sem-abrigo que dormem naquela zona).

Um homem foi retirado deste local pela polícia por ter entrado com uma bandeira de Israel. Milhares de pessoas estão a sair às ruas de Portugal para lembrar que uma das primeiras coisas que fazemos em crianças é desenhar uma casa, mas o sonho de ter uma casa própria está cada vez mais longe.

O artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa consagra o direito a uma habitação digna. Os membros da Acampada de Lisboa apelam a uma participação massiva popular na manifestação que vai acontecer, no próximo sábado, contra a especulação e pelo direito à habitação.

Os manifestantes pretendem a reversão da Lei das Rendas que o Governo de Montenegro pretende aprovar e o fim dos despejos das pessoas sem outro sítio para habitar. Em 15 anos, houve pelo menos sete acampadas, duas já durante este Governo. A mais recente é claramente a mais mediática. Nas anteriores, a polícia nunca tinha intervindo diretamente para as dispersar. A atual atitude da PSP é defendida por uma lei de 1974, o que divide constitucionalistas.

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