O Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, recebeu o ainda secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no Palácio de Belém. Durante uma hora e meia, os políticos (ambos de esquerda) debateram temas diversos, desde a Guerra na Ucrânia até às desigualdades globais.
Este novo contexto internacional influencia o Direito Internacional e reforça a necessidade de uma «reforma das instituições» — uma causa defendida por Portugal no seio da ONU. Para Guterres, a paz só será possível se o mundo «funcionar em rede, unido a um direito internacional que todos respeitem e com instituições em que todos os países tenham voz».
Após a reunião, realizou-se uma breve declaração aos jornalistas na Sala das Bicas. Os dois líderes já tinham estado juntos no início da semana, em Salamanca, por ocasião da atribuição do doutoramento honoris causa a António Guterres.
O encontro foi formalizado pela Presidência da República através de uma nota de imprensa, na qual o chefe de Estado destacou o legado marcante de Guterres à frente da ONU ao longo da última década.
O mandato de Guterres ficou assinalado por marcos como o Pacto para o Futuro, a iniciativa de reforma interna UN80 e um forte empenho na igualdade de género na organização. Cresce, aliás, o desejo global de ter uma mulher a suceder-lhe, o que constituiria um momento histórico. O político português é o 9.º secretário-geral da Organização das Nações Unidas. O antigo primeiro-ministro declarou ter sido «um privilégio servir a ONU» ao longo de 20 anos (onde desempenhou duas funções distintas) e confirmou que regressará a Portugal assim que cessar funções.



