Seguro anunciou onde vai passar o seu primeiro 10 de Junho como presidente e ouviu os partidos no Palácio de Belém

Luís Montenegro esteve presente em Conselho de líderes europeus que também contou com a presença de António Guterres

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Hombre escribiendo en un libro en un entorno formal
El presidente Seguro se prepara para su primer 10 de Junho en el Palácio de Belém. En esta imagen, se le ve escribiendo en un libro, reflejando su compromiso con el cargo. Este evento marca un hito en su presidencia.

O presidente da República, António José Seguro, anunciou que o seu primeiro 10 de Junho será dividido entre a Ilha Terceira e o Luxemburgo (onde reside uma das maiores comunidades portuguesas no estrangeiro). Sobre os Açores, a presença na região será uma forma de homenagear os 50 anos das autonomias na Constituição. A 12 de Junho, Seguro estará na Madeira numa sessão comemorativa dos 50 anos de autonomia e 40 anos de integração europeia. Para além do anúncio sobre as comemorações, o presidente promulgou os seus três primeiros diplomas e deixou um «alerta» para que sejam disponibilizados meios financeiros para os municípios (especialmente os atingidos pelas tempestades). Seguro prometeu ser o presidente da estabilidade e da cidadania.

O Conselho de Ministros aprovou menos recursos, deportações aceleradas e mais tempo de detenção para imigrantes. Agora, esta lei será enviada para o Parlamento e, para ser aprovada, a coligação PSD/CDS terá de contar com votos do PS ou do Chega (o partido de André Ventura mostrou-se disponível para viabilizar a lei). A reforma laboral, que ainda está a ser discutida com os parceiros sociais, será levada à Assembleia nas próximas semanas. Luís Montenegro anunciou que o país vai avançar com a aplicação provisória do acordo da UE com o Mercosul.

No Palácio de Belém, o Chega acusou o Governo de se «vitimizar» e o PS de ser uma força de bloqueio. A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, espera que o presidente da República seja um fiel da balança na reforma laboral, mas sublinhou que o seu partido apenas o apoiou para impedir o «projeto reacionário» de Ventura.

Guterres, Costa e Montenegro estiveram juntos em Bruxelas para falar sobre a guerra no Irão

Em Bruxelas, António Guterres pediu aos Estados Unidos e a Israel para acabarem com a guerra no Irão. «É hora de a força da lei se sobrepor à lei da força«, disse o secretário-geral da ONU. O português está a terminar o seu mandato à frente das Nações Unidas.

No Conselho Europeu, Luís Montenegro apelou à diplomacia e ao fim da escalada do conflito. O primeiro-ministro admitiu um défice em 2026 devido ao cenário de «excecionalidade» provocado pelas tempestades e pela crise energética decorrente da guerra no Médio Oriente. António Costa, na qualidade de presidente do Conselho Europeu, defendeu que a transição energética é «fundamental para a segurança da UE«. Sobre o Irão, Costa afirmou não perceber o objetivo do conflito e confirmou que será o orador convidado dos 115 anos da Universidade do Porto.

O líder do PS, José Luís Carneiro, vai deslocar-se a Caracas para se encontrar com a comunidade portuguesa na Venezuela. Nesta visita, após a sua reeleição como secretário-geral do PS, o dirigente socialista também se reunirá com membros do novo Governo e da Assembleia Nacional. Luís Montenegro teve conhecimento prévio desta deslocação.