Cidadãos da Extremadura e de Portugal exigem a conclusão da autoestrada EX-A1 em Monfortinho

População, autarcas e a presidente María Guardiola unem-se para reivindicar a finalização urgente do eixo rodoviário transfronteiriço que ligará Madrid e Lisboa

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Manifestantes exigen la conclusión de la autoestrada EX-A1 en Monfortinho
La manifestación en Monfortinho reunió a ciudadanos y políticos de Extremadura y Portugal, demandando el inicio de las obras de la autoestrada EX-A1. Este proyecto es vital para mejorar la conexión entre Madrid y Lisboa, y su paralización afecta el desarrollo socioeconómico de la región. Los manifestantes, liderados por la presidenta de la Junta de Extremadura, exigieron la firma urgente del acuerdo internacional con Portugal.

Centenas de cidadãos e representantes políticos de Extremadura e de Portugal concentraram-se na zona fronteiriça de Monfortinho para exigir o início imediato das obras do troço em falta da autoestrada EX-A1. Esta infraestrutura regional, cujo avanço se encontra paralisado há mais de duas décadas em Moraleja, é considerada vital para estabelecer uma ligação rápida e direta por via rápida entre as capitais de Madrid e Lisboa, através do norte da província de Cáceres e da região da Beira Baixa.

A mobilização, organizada pela Aliança Territorial Europeia Norte de Extremadura e Beira Baixa, juntou autarcas, empresários e habitantes que denunciaram o esquecimento e o isolamento crónico a que este território tem sido submetido. Sob o lema consensual de exigir o arranque definitivo das máquinas, os manifestantes alertaram que a ausência desta via estruturante penaliza gravemente o desenvolvimento socioeconómico da Raia, travando o crescimento do tecido empresarial local e limitando o intercâmbio comercial ibérico.

A presidente da Junta de Extremadura, María Guardiola, assumiu um papel central na reivindicação ao exigir formalmente ao Ministério dos Transportes espanhol a assinatura «urgente» do acordo internacional com o governo de Portugal. Guardiola sublinhou de forma contundente que a conclusão da EX-A1 «é uma obrigação europeia de ambos os Estados ibéricos, uma peça fundamental que falta na rede de comunicações do sudoeste peninsular e, acima de tudo, uma dívida histórica inadiável com a região estremenha».

De acordo com os dados apresentados pelos diversos setores económicos da região, estima-se que a atual falta de ligações de alta capacidade impeça a chegada de mais de dois milhões de turistas anuais ao norte de Extremadura e à Beira Baixa. O défice de comunicações afeta de forma direta a competitividade e a capacidade de retenção demográfica, acelerando o despovoamento e limitando de forma drástica a criação de postos de trabalho qualificados para os jovens destas comarcas vizinhas.

Para desbloquear a situação de forma definitiva, os líderes políticos regionais e locais apelaram à vontade política e ao compromisso diplomático entre os governos centrais de Madrid e Lisboa, instando à cabimentação imediata dos fundos necessários. Os manifestantes asseguraram que este encontro ibérico constitui apenas o início de um período de forte contestação social e adiantaram que não cessarão os protestos públicos até que se verifique a consignação efetiva dos fundos orçamentais para a execução total do projeto.