Ministro da Administração Interna de Portugal participou em reunião de onde saiu um reforço das fronteiras europeias

Os ministros europeus estiveram reunidos depois da crise migratória de Ceuta e do mau-estar entre Espanha e Marrocos

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Soldados observando una operación en la costa con barcos en el agua.
El Ministro de Negocios Extranjeros de Portugal participó en una reunión clave sobre migración.

Depois do escândalo em Portugal, Luís Neves esteve reunido com os seus colegas europeus e depois da saída da reunião demonstrou a solidariedade de Portugal com Espanha mas pediu uma resposta firme para resolver esta crise migratória. Depois desta reunião, que aconteceu por videoconferência, a União europeia decidiu reforçar as fronteiras e os mecanismos de regresso de migrantes. O MAI nesta reunião defendeu que as decisões nacionais podem ter impactos externos.

Segundo o governo espanhol, 72.000 entraram em Ceuta de forma ilegal. Para Bruxelas, a Europa passou o «teste de Ceuta» mas é necessário tirar conclusões do mesmo. Para o ministério da administração interna de Marrocos, a entrada ilegal de dezenas de milhares de pessoas nas cidades espanholas de Ceuta e de Melilla podem ser explicadas de várias formas, incluindo através de um mau uso do espaço digital. Luís Montenegro diz que existe uma diferença entre Portugal e Espanha na questão da imigração, já que Portugal «cria condições para integrar, não apenas para receber».

Montenegro é contra «falta de regulação do fluxo migratório». Para um antigo embaixador de Portugal em Espanha, Martins da Cruz, Lisboa está a agir bem por estar a ter uma atitude neutral no conflito que Espanha está a ter com Marrocos. O embaixador lembra que os dois países são vizinhos de Portugal. O Livre defendeu, no meio do parlamento português, que Portugal e Espanha não deviam organizar o Mundial de 2030 com Marrocos, depois deste acontecimento.