Para o presidente da Região Autónoma da Madeira, Miguel Albuquerque, Portugal devia reforçar a sua posição estratégica no Atlântico através das Regiões Autónomas. Estas declarações foram prestadas durante um debate sobre os 50 anos da Autonomia Política da Madeira.
O antigo ministro Paulo Portas concordou com esta posição de Albuquerque. “A dimensão atlântica e arquipelágica que Portugal tem na Madeira e nos Açores traz à União Europeia experiência, história, capacidades interessantes e boas relações”, disse Portas, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros (entre outras pastas).
No caso de Portugal, a ilha de Porto Santo fica a 500 quilómetros de África e os Açores fazem fronteira com os Estados Unidos. Ao contrário do que muitos pensam, Portugal não é apenas um país europeu. Devido à sua posição atlântica, Portugal faz fronteira com os continentes africano e americano.
Para o próximo Orçamento da União Europeia, Portugal, Espanha e França pretendem que as Regiões Ultraperiféricas sejam consideradas essenciais. Estes três países são os únicos que contam com este tipo de territórios e enviaram mesmo uma carta à presidente da Comissão Europeia a pedir uma maior consideração por estas regiões, muitas vezes esquecidas por não serem continentais.
Na carta, Luís Montenegro, Pedro Sánchez e Emmanuel Macron lembram que as Regiões Ultraperiféricas são o lar de cinco milhões de europeus e dão uma projeção oceânica única, que ajuda a reforçar o peso da União Europeia a nível global. Para os dois líderes ibéricos e para o francês, o próximo Orçamento deve dar os meios financeiros necessários para fazer frente às necessidades específicas das Regiões Ultraperiféricas. Para o Executivo de Lisboa, e olhando para o futuro, estas regiões, a competitividade e a política de coesão são essenciais para termos uma Europa mais forte.


