Mesmo com o seu foco na cimeira Ibero-Americana, onde Luís Montenegro quer que Portugal sirva de ponte entre o investimento deste bloco e África, a política em Portugal não tem parado e a crise na habitação continua a ser tema de debate.
A Acampada do Porto aprovou o futuro encontro com o Presidente da República, António José Seguro, e exige a demissão de Luís Neves pelos excessos cometidos pela polícia. O maior sindicato da PSP criticou mesmo o governo PSD/CDS por «instrumentalizar a ação policial» nos protestos pela habitação.
O Bloco de Esquerda já pediu para que sejam identificados os polícias suspeitos de excessos nas manifestações. Na Acampada de Lisboa, as últimas horas foram tranquilas, sem polícia e com muita música e dança.
Esta acampada deverá continuar na Praça do Rossio pelo menos até à montagem do mercado de Natal. Em relação às pessoas detidas por desobediência, e que deviam ser apresentadas a tribunal, o Ministério Público levanta a possibilidade de arquivar estes inquéritos.
O PCP defende a queda do governo de direita e levanta a possibilidade de uma greve geral (talvez ibérica) contra a crise na habitação e o aumento do custo de vida. A população portuguesa é a sétima, em toda a União Europeia, que mais sente esta subida.



