El Trapezio

Portugal vai reconhecer o estado da Palestina, em Setembro, tal como outros países durante a Assembleia Geral da ONU

O governo de Portugal, através do ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Rangel, anunciou que o país vai reconhecer o estado da Palestina. Primeiro, o governo de Luís Montenegro vai ouvir a opinião dos diferentes partidos que estão presentes na Assembleia da República e o próprio presidente, Marcelo Rebelo de Sousa. A decisão de Portugal sobre a Palestina vem na mesma semana em que o executivo de Lisboa apoiou Marrocos na sua solução para o Saara Ocidental. O rei Mohammed VI já se demonstrou «grato» por este apoio.

O anunciou do reconhecimento por parte de Portugal, algo tardio, já teve resposta do executivo israelita que chamou esta atitude de «utópica». O reconhecimento é visto como uma forma inteligente de se fazer pressão a Israel. Segundo o embaixador de Israel em Lisboa, o reconhecimento da parte de Portugal é «um prémio para o terrorismo». O reconhecimento, da parte de Portugal, é visto como inevitável e Montenegro considera este o momento certo para reconhecer a Palestina. Para o PCP, o reconhecimento da Palestina é urgente.

Rangel espera que Trump não retalie contra Portugal no que toca às taxas tal como já ameaçou o Canadá. Para Marcelo, o governo da AD foi «prudente e sensato». Portugal junta-se a 15 países (incluindo a França ou o Canadá) que defendem a solução de dois Estados e um plano para a  reconstrução daquela região. Para o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a solução dos dois estados está muito distante mas é «o único caminho credível para a paz».

A Andorra também assinou esta declaração e a Espanha já reconheceu o estado da Palestina. O governo de Madrid vai enviar, mesmo, ajuda humanitária para Gaza que está a passar um período de fome. Guterres pediu mesmo que a «fome não seja usada como arma de guerra», isto em pleno século XXI. Pedro Sanchez lembra que a Palestina está a «sangrar perante os nossos olhos». O reconhecimento deverá acontecer em Setembro, durante a Assembleia Geral da ONU.

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