Icono del sitio El Trapezio

Apesar das tensões, portugueses na Venezuela levam um pouco do país às mesas da Consoada

Vista de un puente en Venezuela con un barco en el mar

Um grupo de seis organizações, incluindo a CGTP, enviou uma carta endereçada a Luís Montenegro a pedir que o executivo de Lisboa condene as «ameaças e agressões» dos EUA à Venezuela. Assim que a situação começou a escalar, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou, que neste momento, não existem situações com portugueses que levantam alarme. Na Venezuela existem meio milhão de portugueses e descendentes. Um dos candidatos a presidente, João Cotrim Figueiredo, já tinha pedido um especial cuidado para estas pessoas e Rangel admitiu que existe um plano para eles, caso seja necessário.

Um dos principais amigos de Trump na América do Sul, Milei apelou aos seus parceiros do Mercosul para apoiarem a pressão que os EUA estão a fazer contra a Venezuela tendo como «desculpa» o combate ao tráfico de droga. Ainda falando sobre a Cimeira do Mercosul, a União Europeia enviou uma carta a Lula da Silva comprometendo-se a assinar o acordo em Janeiro. Em Bruxelas, onde Montenegro esteve nessa semana, foi uma das vozes que defendeu a necessidade de se assinar o acordo com o Mercosul.

Mesmo apesar da crise, os portugueses na Venezuela continuam a colocar o melhor das iguarias lusas na mesa da Consoada (Maduro, há anos, «implementou» que o Natal começava em Outubro). As dificuldades financeiras, a inflação e a suspensão de voos diretos para Portugal (a TAP e a Iberia são duas das companhias afetadas) estão a afastar os luso-venezuelanos de virem passar o Natal a Portugal mas as iguarias portuguesas continuam a chegar às mesas, só que em quantidades menores. O bacalhau ou as broas compartem mesa com iguarias também da gastronomia da Venezuela.

Devido aos preços, a carne está a ganhar lugar ao Rei desta altura, o bacalhau. Os portugueses na Venezuela estão a sentir-se presos e preocupados pela situação em que se vive num país onde o salário mínimo é de três dólares e associações, como a «Venexos», enviam ajuda alimentar e de medicamentos para os portugueses que ali estão há uma década. A ansiedade aumenta também no seio dos portugueses residentes na Venezuela neste período de Natal.

Salir de la versión móvil