Mais de um mês depois do acidente e depois de Carlos Moedas ter sido reeleito para um novo mandato, já começamos a saber o porquê da queda do elevador da Glória. Esta queda matou 16 pessoas. Uma infeliz tragédia que foi falada em todo o mundo.
Algumas das famílias já têm advogados e poderão avançar com um processo coletivo contra a empresa. Já tinham havido outros problemas com os elevadores mas nunca tão graves como este. O elevador da Glória era uma peça de museu, um postal da cidade das «sete colinas».
No centro da cidade, onde este elevador estava, ainda não houve a reposição de nenhum tipo de ascensor e as pessoas, turistas e locais, tem que subir a ladeira a pé. Um relatório preliminar aponta como a causa da queda do elevador da Glória um cabo que não respeitava especificações nem estava certificado para transporte de pessoas. O cabo apresentava um desgaste que não tinha sido visto nas vistorias. Os responsáveis por este relatório pedem a reavaliação de todos os outros ascensores da cidade. O relatório final será apresentado daqui a um ano.
Para os vereadores socialistas eleitos, incluindo a candidata derrotada Alexandra Leitão, as conclusões do relatório são «muito graves» e a administração da Carris devia apresentar a sua demissão. Esta mesma administração diz que a compra do cabo foi feita pela administração anterior. Houve um autêntico descarrilamento de responsabilidades.
A Câmara de Lisboa deve, segundo os eleitos da oposição, assumir também uma responsabilidade política, já que esta empresa pretende a todas as autarquias da Área Metropolitana de Lisboa (a direção está mesmo a cargo desta câmara). Para Moedas, este relatório aponta «causas técnicas e não políticas».

