A uma semana das eleições, os portugueses já começaram a votar em mobilidade. Esta possibilidade é escolhida por aqueles que no dia 18 não estarão no local de residência para poderem votar.
Conhecido pelo seu estilo agressivo de fazer política, André Ventura defendeu que as campanhas devem ser feitas sem recorrer a «golpes sujos». Mesmo assim, o líder do Chega descreve António José Seguro como «tachista». O socialista aparece a frente nas sondagens, já se vê numa segunda volta, e Marques Mendes e Contrim Figueiredo «lutam» por um bilhete para também participarem numa segunda volta com apenas dois candidatos. Segundo as sondagens, Seguro continua em primeiro, Cotrim Figueiredo ultrapassa André Ventura nas intenções de voto e Marques Mendes está nos seus mínimos desde que as sondagens diárias começaram a ser feitas.
Todos os candidatos estão a puxar para a campanha os seus apoios, sejam os líderes dos seus partidos, como é o caso de José Luís Carneiro, ou antigas figuras políticas de destaque, como é o caso do antigo presidente da câmara do Porto, e ligado ao PSD, Rui Rio (este apoia Gouveia e Melo).
Dos apoios aos problemas que fizeram parte da campanha
Para a bloquista Catarina Martins, um dos grandes problemas do país é a habitação. Segundo o ministro das Finanças, uma renda de 2.300 euros pode ser aceitável. Nas presidenciais poderão votar 11.039.672 eleitores, mais 174.662 votantes do que em 2021. Ano em que aconteceu as últimas presidenciais. Será que o país está pronto para as presidenciais mais fragmentadas e imprevisíveis das últimas quatro décadas? Os votos do estrangeiro são vistos como essenciais para verem que passará a uma hipotética segunda volta das presidênciais portuguesas.
A Cidade Universitária de Lisboa foi um dos locais onde foi possível votar de forma antecipada e um dos eleitores que lá exerceu o seu direito de voto foi o presidente da República de saída, Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que una das boas coisas da democracia é dar «voz às novas gerações». O candidato apoiado pelo LIVRE, Jorge Pinto, acredita que estas declarações são sobre si, pois dois 11 candidatos é o que está a menos tempo na política. Marcelo Rebelo de Sousa acredita que o voto antecipado é «um avanço em democracia». Esta modalidade de voto acontece desde a pandemia de COVID-19. O comunista António Filipe também considera o voto antecipado como algo positivo.
Mesmo em dia de voto antecipado, Marques Mendes voltou a apelar ao voto dos indecisos e acredita ser o candidato da estabilidade. Já que é apoiado pelo governo. Sobre a atual situação na saúde, o antigo comentador aconselha a ministra a dar explicações sobre a falta de ambulâncias ou os tempos de espera excessivos para «acalmar as águas». Antigas figuras e ministros, cerca de uma centena, assinaram um manifesto que demonstra o seu apoio ao candidato Henrique Gouveia e Melo. O antigo vice-almirante aceita, caso passe a uma segunda volta, os apoios dos partidos políticos.

