El Trapezio

Líderes europeus reúnem-se com homólogos africanos para reforçarem as relações entre os dois blocos

Num mundo cada vez mais conflituoso, os blocos europeus e africanos se encontraram numa Cimeira, de dois dias, em Luanda. João Lourenço, atual presidente da União Africana, apelou a um reforço do trabalho com o bloco Europeu para que África deixe a situação de pobreza que dominou o continente durante décadas. Um continente que vive cada vez mais uma dualidade entre o ocidente e a China.

O encontro em Luanda levou a uma tolerância de ponto de dois dias. Dezenas de chefes de estado e de governo foram até Angola para o sétimo encontro UE-UA. O evento marca o 25.º aniversário da parceria entre a UA e a UE.

Paralelamente ao encontro entre os dois blocos falou-se sobre o plano de paz para a Ucrânia. Neste encontro falou-se sobre segurança, economia ou alterações climáticas. Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, acredita que este é o momento para a Europa investir e partilhar com a África. A presidente da Comissão Europeia garante que a Europa é o maior parceiro comercial de África e está empenhada em aumentar os investimentos em 150 mil milhões de euros até 2027. A União Europeia vai investir, através da iniciativa Global Gateway, 150 mil milhões de euros em África em vários projetos, como é o caso do Corredor do Lobito.

Uma parceria Europa – África com «olhos postos» para o futuro 

A Europa quer que a parceria com África dê «frutos» para o futuro. Um especialista em relações internacionais angolano diz que é a altura dos africanos saberem o que querem para eles próprios. Presente em Angola, para a Cimeira UE-UA, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, lembrou que o colonialismo já terminou há mais de cinquenta anos mas os seus efeitos ainda se mantém. Costa, que discursou em inglês, lembra que a parceria com a África é um reforço do investimento na segurança europeia.

Também presente em Luanda, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, assinou com o seu homólogo, João Lourenço, 23 instrumentos de cooperação e reforçou a linha de crédito em 62%. O primeiro-ministro português lembra que a cooperação entre os dois países é «cada vez mais intensa» e Portugal está envolvido em projetos como a nova marginal de Luanda ou um centro hospitalar dedicado a tratar doentes com cancro. Montenegro também acredita que as relações próximas entre a Europa e África são determinantes tanto para as economias como para as evitarem conflitos.

Pedro Sánchez, también presente, afimou que «primeiro a Cimeira União Europeia-CELAC que se realizou na cidade colombiana de Santa Marta, e também agora aqui em Angola, na sua capital, em Luanda, a União Europeia está a desenvolver uma agenda multilateral de cooperação birregional, uma resposta multilateral».

Lula em Moçambique

Lula da Silva está na sua quarta visita oficial a Moçambique, onde se encontrou com Daniel Chapo. Entre os dois países foram assinados nove acordos. Lula lamentou que a cooperação entre os dois países tenha parado, durante uns tempos, mas agora a cooperação foi renovada. O presidente brasileiro quer, no país, ajudar a produzir fármacos e cooperar nos biocombustíveis.Líderes africanos y europeos en ceremonia oficial en Luanda

Entre as iniciativas anunciadas por Lula está a retomada da produção local de medicamentos, a oferta de até 80 vagas em cursos de ciências agrárias e 400 vagas em cursos técnicos de agropecuária para colaboradores moçambicanos a partir de 2026, além do reforço da Embrapa no treinamento de técnicos do país. “Ninguém melhor que o Brasil para contribuir com a segurança alimentar de Moçambique. Com tecnologia adequada, é possível ampliar a produtividade da savana africana sem comprometer o meio ambiente”, disse.

Moçambique vai receber, no próximo ano, receber um encontro entre empresários lusófonos e chineses.

Salir de la versión móvil