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Luís Montenegro quer maioria absoluta nas autarquias de Lisboa e do Porto e Marcelo Rebelo de Sousa apela uma última vez ao voto

Luís Montenegro en un evento de campaña con seguidores aplaudiendo.

Os votos são pedidos até ao último minuto mas a campanha encerra hoje. No último dia da campanha para as autárquicas, Luís Montenegro disse acreditar ser possível alcançar a maioria absoluta não só em Lisboa (Carlos Moedas pretende um segundo mandato) mas também no Porto. O primeiro-ministro espera que Lisboa seja um «farol de inspiração». O partido mais votado costuma ser aquele que tem a presidência do órgão que reúne todos os presidentes de câmara a nível nacional.

Passos Coelho também esteve presente na campanha, ao lado de uma conhecida advogada que aparece na televisão e que é candidata a Amadora. No início desta campanha, Isabel Díaz Ayuso (que esteve ao lado de Carlos Moedas) disse que era o momento dos lisboetas escolherem se querem continuar com a aproximação ibérica que as cidades de Lisboa e de Madrid têm tido nos últimos anos.

A cidade invicta terá um novo autarca, já que Rui Moreira não pode se candidatar. Em Lisboa, onde as sondagens dão um empate entre a esquerda e a direita, o PS desceu o Chiado (o que é habitual no encerramento de todas as campanhas) ao lado de Livre, BE e PAN. Alexandra Leitão apelou ao voto no feminino e caso ganhe será a primeira presidente da história da autarquia de Lisboa. Estas eleições serão a primeira «prova de fogo» de José Luís Carneiro a frente do PS. O PS pretende ganhar Lisboa e o Porto mas pode perder as grandes cidades que detém, como é o caso de Almada.

Líderes partidários fazem os últimos apelos ao voto

Os líderes de todos os partidos estão ao lado dos seus candidatos regionais e o único que passou o último dia fora do continente foi Nuno Melo, do CDS, que encerrou a campanha do seu partido nos Açores. A campanha regional teve temas muito nacionais (como o caso do Orçamento de Estado ou da detenção dos ativistas portugueses que seguiam na flotilha humanitária em direção a Gaza) mas algumas temáticas que são um denominador comum. Como é o caso da habitação, problema em Lisboa, Oeiras ou no Porto. Isaltino Morais (o Lula da Silva português) pretende manter Oeiras enquanto o Chega já afirmou que se ganhar Sintra vai fazer da vila mais romântica de Portugal um «laboratório» para um futuro governo a nível nacional. A CDU pretende manter as câmaras que detém, especialmente no Alentejo e na Margem Sul (em Sesimbra, o candidato deste partido é o atual presidente, Francisco Jesus).

O partido de André Ventura pretende ter um poder regional. Nas últimas eleições autárquicas teve 18 vereadores eleitos mas 11 saíram antes da «legislatura» completa. Como foi o caso de Márcio Souza, eleito em Sesimbra e que terminou o mandato como independente. Concorre por um outro partido, o ADN. O partido também têm sido acusado de terem candidatos que não conhecem a realidade dos locais pois são oriundos de outros pontos do país.

Presente na reunião do grupo de Arraiolos, na Estónia, Marcelo Rebelo de Sousa vai apelar, pela última vez como presidente da República, ao voto nas maiores eleições realizadas em Portugal. No dia anterior às eleições não se pode fazer campanha. É considerado um dia de reflexão. Espera-se que o maior número de pessoas votem (o voto antecipado começou há uma semana) mas as boas temperaturas esperadas costumam afastar as pessoas das mesas de voto e as aproximar da praia.

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