Os oceanos estão em apuros e a culpa é do ser humano, como lembrou António Guterres em mais um Dia Mundial dos Oceanos

O "inferno climático", avançado pela ONU, e a falta de proteção estão a colocar em causa várias espécies e a própria subsistência da humanidade

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Em mais um Dia Mundial dos Oceanos, Guterres lembrou que os oceanos estão em apuros e tudo por culpa do ser humano. Somos o meteorito que terminou com os dinossauros, comparação usada por António Guterres para tentar explicar o atual estado dos nossos oceanos. Os investigadores da MARE-ISPA avançam que a proteção dos cavalos marinhos no território ibérico é insuficiente. Uma das zonas marítimas protegidas fica perto da Arrábida, onde a pesca está restringida. As áreas marinhas protegidas apenas cobrem cerca de 20% do habitat destes animais em Portugal (e 12% na área Atlântica em Espanha). Os cavalos marinhos estão na lista vermelha de espécies marítimas ameaçadas.

Segundo o secretário-geral da ONU, vivemos um «inferno climático» e como tal são urgentes medidas que devem ser tomadas nos próximos 18 meses. Não apenas palavras (como ouvimos em encontros como aquele que aconteceu há pouco mais de um ano em Lisboa).

Os nossos mares estão cheios de plástico e para acabar com este mal, que coloca em causa o bem-estar da própria vida humana, pede-se uma maior cooperação entre todos os envolvidos, sejam estes governantes ou cientistas. A informação sobre os nossos oceanos ainda é muito pouca se a compararmos com o conhecimento que temos do espaço.

Portugal, Espanha e França querem ter um espaço de networking em comum que engloba o turismo com a pesca. O objetivo é estabelecer uma rede atlântica de experiências turísticas para promover o património cultural marítimo. O projeto pretende «promover práticas sustentáveis e inovadoras no setor do turismo ligadas à pesca e ao património. Sesimbra estreou, recentemente, o Centro Cultural Costeiro. Este projeto, que conta com financiamento do rei da Noruega, pretende dinamizar a economia local, promover a pesca sustentável e salvaguardar ofícios tradicionais (como é o caso da arte xavega).

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