Os Rios Ibéricos estão em perigo e a culpa é da seca e da agricultura intensiva

Os baixos caudais dos rios estão a empobrecer a qualidade da agua e a acabar com a biodiversidade

Comparte el artículo:

Compartir en facebook
Compartir en twitter
Compartir en linkedin
Compartir en whatsapp
Compartir en telegram
Compartir en email

Os rios da Península Ibérica estão em perigo e a culpa é da trindade: clima, seca e agricultura intensiva. Este anuncio não é novo. Num estudo realizado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) é alertado que até 2027 quase 90% das bacias hidrográficas serão insalubres. Em alguns pontos da península a qualidade da agua dos rios está já a enfrentar este processo. É cada vez mais normal olhar para a agua e ver a presença de espuma ou de algas que prejudicam a qualidade dos rios ibéricos.

Os níveis do caudal do Tejo estão cada vez mais baixos e o parque nacional Las Tablas de Daimiel está a perder a sua biodiversidade. Este depende do rio Guadiana e no seu vale quer-se proteger os ninhos do tartaranhão-caçador. A agricultura intensiva, vista como insustentável pelos ambientalistas, é um dos grandes problemas que os rios ibéricos enfrentam. A agua atualmente disponível não dá para tudo e o maior lençol de agua, o Tejo, está a ser explorado em demasia e quase secou há quatro anos. Se em Espanha corre fraco, em Portugal chega a conta-gotas.

A agua do Tejo está a diminuir

Nos últimos 40 anos a agua que chega a cabeceira do Tejo diminuiu 40%. Os governos ibéricos reconhecem que os recursos hídricos existentes estão em declínio não só devido às alterações climáticas mas também às más práticas existentes. Em Portugal podemos encontrar 21 % dos recursos hídricos renováveis ibéricos e, por ano, cada habitante dispõe de 6859 m3 de agua. Quando falamos na produção de agua, e mesmo a maioria dos rios estando do lado espanhol, as diferentes áreas geográficas portugueses apresentam uma maior oferta que as suas congéneres do outro lado da fronteira.

O Climate Clock, que está no topo da sede da Associação Académica de Coimbra, lembra que temos apenas sete anos para reduzir as emissões de carbono e assim deixar um planeta habitável para gerações futuras.

Noticias Relacionadas