A vencedora do Prémio Camões 2025 é a poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares. Tem obras publicadas que vai da poesia aos textos científicos. Obra que tem uma dimensão antropológica e histórica. Para o Governo brasileiro, este prémio celebra a «beleza da literatura lusófona».
Segundo o júri, este prémio distingue a «fecunda e coerente trajetória de criação estética e, em especial, o seu resgate de dignidade da poesia». O Prémio Camões habitualmente reconhece autores de Portugal (14 premiados) ou do Brasil (15 premiados) e em 36 anos de história apenas deu esta distinção a outras oito mulheres.
O primeiro vencedor foi Miguel Torga. Em 2024, foi distinguida a brasileira Adélia Prado. Apenas uma vez, em 2006, um autor negou receber esta distribuição. Deste grupo fazem parte as conhecidas autoras portuguesas, Sophia de Mello Breyner Andresen e Agustina Bessa-Luís.
Do universo dos PALOP, apenas Moçambique (três), Cabo Verde (dois), Angola (dois) e um lusoangolano ganharam o Prémio Camões. Este prémio é atribuído pelos Governos de Portugal e do Brasil. O prémio consagra anualmente «um autor de língua portuguesa que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum».

