El Trapezio

Portugal e Espanha são os maiores exportadores europeus de carne de tubarão

Um mergulahdor tira uma fotografia a um Tubarão Azul (Prionace glauca), ao largo dos Açores, 02 de junho de 2013. O fotógrafo português Nuno Sá, premiado internacionalmente, declara que o volume de negócios do mergulho com tubarões nos Açores já gera dois milhões de euros de receitas de forma direta e indireta. (ACOMPANHA TEXTO). NUNO SA / LUSA

Portugal e Espanha são dois dos maiores exportadores mundiais de carne de tubarão e de raia. Quando olhamos para os estados-membros europeus, as duas nações ibéricas são as primeiras nesta lista com uma exportação de 51.795 toneladas (Espanha) e 642 toneladas por ano (Portugal). Seguem-se a Holanda e a França. A tintureira ou a sopa de cação (prático típico do Alentejo) são bastante consumidos pelos portugueses.

Segundo as estatísticas, a cada minuto são pescados no mundo 192 exemplares destes animais. A sua venda movimenta um mercado avaliado em quatro mil milhões de dólares. Os principais destinatários das barbatanas estão na Ásia e da carne na Europa e na América do Sul (ex: Brasil). O país lusitano apenas fica atrás da nação vizinha e a WWF teme o fim de uma espécie bastante importante para o equilíbrio dos mares, como é o caso dos tubarões. Também são os principais predadores.

Estes normalmente são pescados ainda muito jovens e como tal não conseguem se reproduzir. As duas frotas pesqueiras têm sido acusadas de sobrepesca. Esta acontece, em especial, no Atlântico Norte. As lotas da Horta (nos Açores) e de Vigo (na Galiza) são alguns dos locais onde podem ser encontrados os barcos que fazem esta pesca. Por ano chegam três mil toneladas de tubarão-azul (a espécie mais pescada do atlântico) a Galiza. Na totalidade dos portos portugueses devem ser desembarcados por ano cerca de cinco mil toneladas de tubarões e raias. O mergulho com estes animais atrai bastantes turistas ao arquipélago açoriano.

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