O Festival de Teatro Clásico de Mérida e o Consorcio de la Ciudad Monumental de Mérida trouxeram até Lisboa a exposição «Minoria Imensa». A exposição pretende dar voz, através de peças arqueológicas vindas de Mérida (antiga Augusta Emérita), dar voz a protagonistas desconhecidos, sem poder mas que viviam o dia-a-dia do típico habitante do Império Romano. Camponeses, artesãos, soldados, comerciantes, escravos, libertos, mulheres, gladiadores, prostitutas, atores, estrangeiros compunham a maioria silenciosa da população romana. Uma minoria nos relatos, mas imensa em número e importância.
Os responsáveis por esta mostra lembram que «o património arqueológico, cultural, não pode ser egoísta». A cultura serve para unir as sociedades, os povos. Mérida é uma cidade património da humanidade. Muitos dos materiais de Mérida seriam de ou pelo porto de Olissipo (atual Lisboa), o que demonstra a relação secular entre as duas cidades.
O Império Romano é apresentado de baixo para cima. Esta exposição pode ser vista no Teatro Romano de Lisboa e coloca o seu foco nas pessoas desconhecidas que formavam a base do Império Romano (e como em todos os períodos históricos, acabam por ser desconhecidas). No território ibérico era conhecido como a província da Lusitânia.
Para ver esta exposição, e entrar no Teatro Romano, é necessário pagar um bilhete com um custo de 3 euros. A exposição pode ser vista até ao dia 1 de Fevereiro de 2026.

